O Nilo já foi o maior rio do mundo, tendo perdido o posto no século passado para o rio Amazonas, após análises precisas de fotos de satélites que puderam comprovar que o rio brasileiro é 300 km maior. Independente disto, o rio Nilo não perdeu o status que adquiriu ao longo da história - sobretudo durante o Império Egípcio Antigo.
Naquela época, e lá se vão 4 mil anos, o Nilo era considerado um deus. Afinal, como mais poderia ser considerado um rio que corta o árido deserto e dá vida a ele, permitindo que suas margens pudessem ser um dos solos mais férteis de todo o continente? Era mesmo um milagre!
Suas cheias anuais permitiam que as plantações pudessem ocupar um terreno infinitamente maior do que as bordas e assim, o Egito se tornou uma potência agrícola, principalmente no cultivo do algodão. Ainda hoje, em diversos pontos do rio existem o “nilômetro”, instrumento feito para medir o nível da cheia e fornecer uma informação mais precisa da colheita de cada ano.
Nascido nas montanhas do centro-leste africano, o rio Nilo corta 10 países, percorrendo 6,3 mil kms até desaguar no Mediterrâneo. O trecho mais percorrido é no Egito, que vai de Luxor à Assuã e passa pelos templos de Filae, Esna, Kom Ombo e Edfu. As embarcações que navegam ali vão desde as tradicionais felucas até os sofisticados navios, que somam mais de 500 e possuem restaurante, piscina e atividades culturais a bordo.
É interessantíssimo observar ao longo do percurso a forte ligação que a população tem com o rio e as cidadezinhas que cresceram ali em volta. É surpreendente até onde vai o espírito comercial dos egípcios, que tentam a todo custo vender algo aos turistas que estão a bordo e colam suas canoas junto aos navios, oferecendo todo tipo de artesanato!
Uma das coisas mais belas do passeio (além claro, dos templos egípcios que virão nos posts a seguir) é o fantástico pôr-do-sol à beira do Nilo. Imperdível assistí-lo todos os dias à partir do deck:


