







Se fosse possível resumir Moscou em um único adjetivo, certamente que a melhor opção seria "monumental"! Tudo nesta cidade supera as expectativas! Tudo é muito grande, muito bonito, muito iluminado.... é, sem dúvida, Monumental!! Quem ainda não a conhece, ainda não fez a melhor viagem da sua vida!
À propósito, tudo na Rússia é superlativo. Descomunal, o país é duas vezes maior que o Brasil, espalha-se por dois continentes e possui 11 fusos horários. Faz fronteira com 14 países, administra cerca de 80 etnias e sofre com um inverno espetacularmente rigoroso ao norte e temperado ao sul. Sua geografia é variadíssima, com montanhas, vegetações raras como tundra e taiga, rios caudalosos, praias e até o lago mais profundo do mundo, o Baikal.
Visitar Moscou é conhecer lugares que remetem ao nosso imaginário, como o Kremlin e a "Red Square", símbolos de uma nação que já foi uma das mais influentes do mundo e povoam todos os livros de história. É uma viagem de muito aprendizado, seja no âmbito cultural, social, natural, arquitetônico, gastronômico, esportivo ou político.
Voltando ao principal complexo da cidade, a Praça Vermelha é formada pelo Kremlin, fortaleza oficial dos governantes; a Catedral de São Basílio, famosa pelas curvas e cúpulas coloridas; o GUM, centro de compras sofisticado; o Mausoléu de Lênin, onde encontra-se seu corpo embalsamado há 70 anos e em perfeito estado de conservação; e o Museu Histórico. A praça era palco de muitos acontecimentos, dentre eles, os tradicionais desfiles das tropas russas, comandadas por Stalin e tempos depois por Brejniev. Certo ano, Stalin ordenou que parte da praça fosse demolida, para que fosse possível a passagem de enormes tanques de guerra que adornariam as comemorações de aniversário da Revolução Russa.
Moscou é hoje a cidade adequada para experimentar receitas típicas (e saborosas) das repúblicas da ex-União Soviética. É o caso do frango à moda de Kiev, preparado com vários condimentos (em especial, o alho) ou raviólis (pelmeni) ao estilo da Sibéria e claro, o famoso Strogonoff. Em geral, o moscovita alimenta-se de sopa, carne (de boi ou porco), peixe e sobremesas bem adocicadas. Como há fartura de caviar, em tudo pode-se encontrá-lo, até mesmo em sanduíches e hot dogs de vendedores ambulantes. Para beber, há sempre vodka, mas o vinho também é muito apreciado (se quiser provar, peça aqueles produzidos na Geórgia ou na região da Criméia, de melhor qualidade). Algo que chama a atenção é a quantidade de álcool ingerida por sua população. Homens e mulheres bebem vodka à luz do dia e não é incomum ver pessoas com suas garrafinhas na bolsa, dando goles enquanto andam de metrô.
No âmbito da diversão, foi-se o tempo em que a vida noturna de Moscou se resumia à programação do Teatro Bolshoi. É verdade que continua a ser uma ótima opção, mas também há grande oferta de bares e discotecas, onde a música rola sem parar até quase o raiar do dia.
Os museus também são interessantíssimos, onde pode-se ver de perto obras russas e de renome internacional, como o Museu Histórico, com acervo especializado na história russa e o Museu de Belas Artes Pushkin, um dos mais importantes do país. Ainda há o museu Dostoiesvky, casa na qual o famoso escritor nasceu e hoje abriga vasta exposição de objetos pessoais.
Não posso deixar de comentar sobre a beleza da mulher russa, cada uma mais bela que a outra, seja loira, morena ou ruiva. Além de bonitas, são também vaidosas e elegantes. Nosso guia Artêmio nos contou que são a melhor espécie para casar-se, já que além de belas, são excelentes donas-de-casa e mantém-se tranquilamente com duas jornadas árduas de trabalho: um externo e outro em casa. Mesmo sendo estas "super- mulheres", seus maridos não lhe dão o devido valor e são tratadas muitas vezes com desrespeito, grosseria e sem carinho.... Algum brasileiro se candidata para ir lá mudar essa tradição??
No artesanato, sobressaem as famosas matrioskas (bonecas que encaixam-se umas dentro das outras e encontram-se de até 50 encaixes!) e que podem ter diversos temas, inclusive dos presidentes russos (ver última foto). Também encontra-se artesanatos em cristais, peles de ursos e muitos artigos ligados à guerra, herança esta da era soviética.
Moscou conseguiu traduzir o sonho de uma sociedade igualitária em edifícios e hotéis gigantescos e onde todos tivessem acesso, por exemplo, à cultura — teatros (mais de 30) e bibliotecas (mais de 900). Ao mesmo tempo, o capitalismo invade suas ruas, com franquias internacionais e até o "american way of life" pode ser visto estampado nos mais jovens. Assim, em nenhuma outra cidade da Rússia é possível ver tão evidentemente os contrastes do pós-comunismo. Igrejas que foram destruídas e abandonadas durante a época da União Soviética agora estão sendo reconstruídas e restauradas, e a construção de Mc Donnalds contrasta com prédios seculares. Há um movimento intenso nas ruas, muita vivacidade que reflete a comoção e o excitamento, a dor e o trauma da revolução, fazendo de Moscou o lugar ideal para sentir a nova Rússia. É a tentativa de se reerguer econômica e politicamente depois da derrocada do Império Soviético há 16 anos...


4 comentários:
Moscou está na nossa lista, tenho certeza que vou amar conhecer. Lindas as fotos e adorei o texto, deu pra conhecer um pouco desse país tao interessante.
Bjoks
Skavuska!!!!!!
Amiga,
suas fotos são de babar!
Mas vc acredita q a Olga (uma russa q conheço) fala q Moscou não é Rússia?
Que td q tem lá nem é a cara do país...
Vai entender...
Bjos!!!!!!!!!!!!
Ah Fê, faço sim um post sobre Praga com fotos e te mando. Esse fim de semana se der eu escrevo.
Mas que empregada foi essa que vc perguntou lá no blog? Nao entendi.
Bjoks...tô doida pra saber o destino do proximo post.
Bjoks
Achei o seu blog lá página do Riq!
Moscou agora vai passar a fazer parte da minha lista também!
Bjs.
Marcel
Postar um comentário