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Líbano: Anjar - a cidade dos Omíadas

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Anjar foi fundada no final do século VII e é o único centro arqueológico do Líbano onde foi encontrado vestígios de um centro comercial. Tratava-se de um grande bazar com mais de 600 lojas, além de banhos (também conhecido como hamman), mesquita, palácio, harém e residências.


 A cidade foi fundada pelo Califa Al Walid Malek durante a dinastia Omíada (Umayyad), a segunda na sucessão após a morte do Profeta Maomé e uma das mais importantes na história muçulmana. Dentre outras preciosidades mundiais desta dinastia, estão a Mesquita de Córdoba, o Domo da Rocha de Jerusalém e a Mesquita Ummayad de Damasco.

Anjar foi destruída no ano de 744, após ter florescido como o principal centro comercial da região. À partir do século XIV caiu no esquecimento e foi soterrada ao longo do tempo, tendo sido redescoberta por arqueólogos apenas na década de 1940.

Anjar foi tombada como patrimônio-histórico mundial pela Unesco em 1984 e Atualmente sedia o festival anual de música e performances teatrais. Está há 2 horas de carro de Beirute, nas redondezas da cidade de Baalbeck e da Vinícola Ksara, um lugar interessante para um pit stop:


Líbano: a Baalbeck dos romanos

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Baalbeck é considerado o site arqueológico mais importante no Líbano. Por ali também passaram anteriormente os fenícios, romanos e tardiamente os muçulmanos, que acabaram por se estabelecer de vez na cidade. Seus templos históricos são de um gigantismo intrigante, com as mais altas colunas já erguidas na região, que seguem curiosamente desafiando o tempo.

Fundada no século I a. C em meio às duas principais rotas antigas de comércio, Baalbeck era um grande pólo produtor de trigo. Tombada pela Unesco como patrimônio mundial desde 1984, oferece fácil acesso desde Beirute, há 85 km de distância - equivalente a 2 horas de carro.


Baalbeck foi benefeciada ao longo da era romana com diversas construções monumentais, como banhos, teatro, dentre outros. Os templos são os mais interessantes, dentre eles o  Templo de Júpiter, que ainda mantém de pé 6 colunas das 54 que originalmente compunham a construção, que ao todo media 88 metros de comprimento por 48 de largura e 22 metros de altura.


As colunas tem tanta proporção, que pelas fotos não é possível imaginar que são equivalentes a um prédio de 7 andares.

O ponto alto da visita é o magnífico Templo de Baco, que acredita ser dedicado ao deus do vinho. Este é um dos melhores exemplares romanos ainda existentes no mundo e conseguiu sobreviver sem grandes danos a diversos terremotos e às guerras oriundas das mudanças religiosas do paganismo para o cristianismo e posteriormente, islamismo. A riqueza dos detalhes coríntios nas colunas, paredes e no espetacular teto dos corredores laterais, sugere que a construção seja do século II a. C.


Ao longo dos anos uma nova Baalbeck cresceu em torno das ruínas antigas e hoje a cidade é comandada pelo grupo Hezbollah, adorado pela comunidade islâmica local. Tornou-se um lugar tenso e cheio de problemas, que ainda consegue ter momentos de paz, em meio a exuberante natureza e ao patrimônio histórico surpreendente!


Um souvenir original (mas dependendo, pode ser perigoso) são os artigos do grupo Hezbollah, encontrados pelas diversas lojinhas que cercam as ruínas de Baalbeck. Canecas, camisas, imãs e outras mil quinquilharias podem ser compradas na cidade.


Líbano: Byblos - a cidade dos fenícios

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Byblos foi fundada há 5 mil anos e é considerada uma das cidades mais antigas do mundo continuamente habitada, juntamente com Jericó na Palestina, Damasco na Síria e Saana no Iêmen. Seu nome é grego e significa papiro, devido ao fato de ter sido um grande mercados para o comércio desta planta. 


Byblos está no litoral do Mediterrâneo, há 42 kms de Beirute e é famosa por ser o berço da civilização fenícia, povo que dentre outras coisas, deixou o alfabeto como legado para o mundo moderno.

A cidade conserva a baía de mais de 3 mil anos, onde aportavam os navios daquela época. À propósito, os fenícios eram conhecidos como os melhores construtores de barcos da antiguidade, daí o cedro ter sido vastamente usado para a construção das fragatas.


Em Byblos pode ser também visto o castelo dos cruzados, o souk e a igreja de São João. Aproveite para degustar a deliciosa cozinha mediterrânea em um dos ótimos restaurantes: Byblos Fishing Club, Bab El Mina, ou o internacional Locanda, simplesmente bárbaro! 

Líbano: Floresta de Cedros - Cedars of God

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A reserva florestal Cedars of God abriga os últimos examplares de cedros do Líbano, tão importante para o país a ponto de estampar sua bandeira e é tombada como patrimônio natural da humanidade pela Unesco. Ao longo do Monte Líbano, nas proximidades do Vale Qadisha, há três mil metros de altitude encontram-se mais antigas árvores, muitas anteriores a Jesus Cristo. As maiores ultrapassam os 35 metros de altura, com tronco de 15 metros de circunferência.

O cedro tinha uma grande importância na época antiga, pela sua alta qualidade e seu conseqüente valor comercial. Utilizavam-na, sobretudo para fazer navios e palácios. O Rei Salomão construiu o Primeiro Templo de Jerusalém com esta madeira e os egípcios usavam sua resina para embalsamar os corpos. Babilônios, assírios, persas, fenícios, romanos, gregos e otomanos foram grandes consumidores dos cedros, que é citado na Bíblia 76 vezes.

A reserva está a aproximadamente 3 horas de carro de Beirute, em direção ao norte do país. No inverno fica coberta de neve e no verão o clima fica bem agradável. Na primavera há o interessante contraste do céu azul com o branco da neve que ainda perdura nos picos mais altos.  No centro do parque existem alguns troncos que foram esculpidos por um artista local e dão formas a figuras religiosas.

Aproveito para agredecer ao queridíssimo Oscar, que gentilmente contribuiu na construção do post. Querido, sua ajuda é sempre bem vinda! :)

Líbano: Jeita Grotto e Harissa

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Em meio às montanhas do Líbano, distante há 18 km de Beirute, está a gruta considerada a mais bela do mundo: a Jeita Grotto. De fato, nunca tinha visto nada tão belo em termos de espeleologia, mesmo em Minas Gerais, onde existem mais de 500 grutas espalhadas por todo o território mineiro.

A notoriedade da Jeita Grotto é tamanha, que é inclusive uma das finalistas para ser uma das 7 Maravilhas do Mundo Natural. Sem dúvida, merece ser uma das vencedoras!


Para se chegar a gruta, é preciso pegar um trenzinho e depois um teleférico. No caminho já dá para imaginar o que está por vir em meio à vegetação fechada cortada pelo rio. A gruta é divida em duas, a parte alta e a baixa. A alta é a primeira a ser visitada, com formações belíssimas de diferentes rochas e minerais. Os salões são de uma amplitude incrível! São 2.2 km de extensão, mas apenas 750 metros estão abertos à visitação pública.


A parte baixa é um verdadeiro espetáculo da natureza, com um rio de águas cristalinas de um azul esverdeado maravilhoso, por onde é feito o acesso. Durante o inverno fica fechada, em razão do alto nível das águas impossibilitarem a navegação.

Infelizmente não é permitido fotografar seu interior e é preciso deixar os pertences no guarda-volume da entrada (Para mostrar a beleza do lugar, tive que surrupiar estas fotos do wikipédia).


Deixando a Jeita Grotto para trás, é hora de visitar Harissa, que uma espécie de Corcovado do Líbano. No pico da montanha está a estátua de Virgem Maria, chamada também de Nossa Senhora do Líbano. Lá no alto se encontram também a Igreja Maronita e a bela catedral ortodoxa em estilo bizantino dedicada a São Paulo. Ainda que seja um lugar cristão, é possível observar a presença de muçulmanos, que vão até o local para admirar a bela vista da cidade. O acesso é feito por teleférico, seguido de funicular.


 
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