No ano de 1050 foi fundado um forte para proteger um pequeno aglomerado social que no futuro viria a ser Tallin, a capital da Estônia. A localização era estratégica, em meio à rota comercial que unia Rússia e Escandinávia, o que fomentou seu desenvolvimento até ser suficientemente importante para pertencer à Liga Hanseática, um poderoso grupo mercantil e militar formado pelos países do norte europeu e liderado pela Alemanha.
Em plena época medieval, a cidade era composta por vikings, escandinavos e bálticos e com a constante ameaça de outros povos, Tallin ergueu muralhas para garantir sua prosperidade. Mesmo após anos de guerras e desentendimentos com a vizinhança, elas se encontram preservadas, completando o belo conjunto arquitetônico do centro velho de Tallin:
Uma poça de água que reflete o passado...
A cidade antiga é formada pela parte alta, chamada Toompea e a parte baixa chamada All-Linn. Um dos lugares mais interessantes para se começar a visita é a Catedral St Olaf’s, construída no século XII. Com seus 159 metros de altura era a construção mais alta do mundo até 1625, quando um incêndio derrubou parte do seu projeto. Hoje, após inúmeras reconstruções, possui 124 metros e oferece uma belíssima vista da cidade, à propósito, uma justa recompensa após a dolorosa subida até o topo.
Tallin é formada também por outras igrejas não menos interessantes. A catedral Alexander Nievsky é um projeto clássico da igreja ortodoxa russa, com suas românticas cúpulas de cebola. Apesar de bonita, a catedral desagrada a muitos estonianos, que a consideram como um símbolo da opressão russa, da qual se libertaram há menos de duas décadas.
Rodopiar pelo centro antigo exige bom senso de direção. É fácil perder-se pelas ruelas, mas sem dúvida, não deixa de ser um programa interessante. Na dúvida, olhe para o alto e procure a altíssima torre da St Olaf’s, ela será sua bússola.
Quando achar que o centro histórico acabou, circule toda a muralha e verá que ele não é pequeno. Só assim para ter certeza que desbravou tudo ali, como um legítimo viking. Depois vá até o agradável bairro de Kadriog, que compreende as mais abastadas casas da cidade, inclusive a do presidente do país e diversas embaixadas. Além do ambiente sofisticado e dos parques e praças, Kadriog é famoso por abrigar também o Palácio que leva o mesmo nome, pertencente ao czar russo Pedro O Grande.
Depois de dois dias intensos em Tallin, sugiro pegar um barquinho até à vizinha Helskini, há apenas 80 kms dali. Na alta temporada os barcos são diários e há também outras partidas para Stocolmo na Suécia, ou São Petersburgo na Rússia. Para quem planeja uma viajem para o ano que vem, aproveite que Tallin foi eleita a capital européia de 2011 e os eventos serão intensos durante o verão.
Para hospedagem, sugiro o hotel 3* Reval Central, que está há 15 minutos à pé do centro antigo, do bairro Kadriog e do porto de onde saem os barcos para os países vizinhos. Quartos sem muito luxo, mas espaçosos, café da manhã ótimo e um lobby com design super bacana.
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