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Como escolher um hotel nas Maldivas

20 comments

O sonho de conhecer as Maldivas pode se tornar exaustivo e estressante quando é chegada a hora de decidir sobre a hospedagem, onde geralmente cada hotel ou resort ocupa uma ilha exclusiva. Para a árdua tarefa de escolher o que mais atende as necessidades, deve ser considerado os seguintes aspectos: orçamento, disponibilidade de tempomotivação turística.
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O budget, ou o orçamento disponível para gastar com hospedagem, é fator determinante para escolher a ilha eleita nas Maldivas. Uma diária pode variar de USD 150 a USD 10 mil e mesmo que orçamento seja enxuto, ao menos você pode confiar que irá encontrar paisagens deslumbrantes e um mar-piscina inclusive nos hotéis mais econômicos.

A disponibilidade de tempo também deve ser considerada, visto que a maioria dos hotéis trabalham com um pacote mínimo de hospedagem. Poucos hotéis aceitam reserva para estadia inferior a 3 noites, em compensação, muitos hotéis concedem noites extras gratuitas para um mínimo de 4 ou 5 noites. Assim, se houver uma disponibilidade maior de tempo, dá para usufruir das promoções e no final das contas, ter uma hospedagem bem mais barata.


A motivação da viagem vai orientar qual tipo de ilha deverá ser escolhida ou mesmo excluída. Casais em lua de mel ficam mais à vontade em um ambiente acolhedor e tranqüilo, ao passo que famílias com crianças querem grandes resorts com inúmeras atividades de entretenimento. Há ainda os que buscam exclusivamente o bem estar e querem se dedicar a esquecer da vida nos spas maravilhosos, repletos de massagens e técnicas especiais. Para quem quer surfar, há algumas opções de mar bravo, mas as restrições são enormes.
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Para os que querem se deliciar por horas fazendo snorkeling e mergulho, é preciso evitar as ilhas que margeiam o leste, que foram as mais afetadas no tsunami de 2004. Os atóis Ari, Faafu e Baa, além das paisagens de tirar o fôlego, são os que possuem a fauna marinha mais extraordinária, sobretudo Baa, que tem um fenômeno único nas proximidades da ilha inabitada de Hanifaru, onde a extra oferta de plâncton atrai 200 arraias-mantas e tubarões-baleia de uma só vez. É impossível não ficar hipnotizado diante do show de piruetas que as arraias dão no fundo do mar, confira os vídeos:



Para ajudar definir a hospedagem, há ainda que considerar alguns fatores, como a distância da ilha. Nos atóis próximos à capital Male (North and South Male) dá para ir de dhoni (embarcação típica) e de lancha rápida. Nos demais atóis, só vale mesmo a pena ir de hidroavião. O dhoni é o mais lento e leva 3 vezes mais tempo que a lancha rápida. Esta por sua vez, é a mais utilizada nas redondezas de Male e custa em torno de USD 70/ pessoa para cada 1 hora de transporte. Já o hidroavião é o mais desejado, já que além de rápido, oferece cenas deslumbrantes lá do alto. Entretanto é caro (USD 200/ pessoa em média cada trecho) e só opera durante o dia. Assim, se o vôo de volta para casa for à noite e o resort for longe da capital, será preciso utilizar o hidroavião antes do pôr-do-sol e mofar umas boas horas em Male, já que o aeroporto só permite a entrada no saguão em torno de duas horas antes do vôo.


Bem, depois de todas estas dicas de hospedagem nas Maldivas, vamos agora às dicas práticas, sobre qual resort escolher. Depois de alguns meses namorando hotéis pela internet, selecionei algumas opções que acredito poderá atender à maioria:

North and South Male atóis (até 1 hora de speed boat desde Male):
  • Baros 5* sup: super exclusivo, ótimo spa!
  • Sheraton 5*: Praia bonita, mas sem aquele aspecto de natureza virgem. Muita facilidade para ver a fauna local. Aceita hospedagem curta. Recomendado pela Lú Morais.
  • Holiday Inn 4*sup: piscina maravilhosa, com borda infinita junto ao mar das maldivas. Bangalôs sobre a água super bonitos! Recomendado pelo Luiz Maceta.
  • Fun Island 4*: estilo Robinson Crusoé, com lagoa linda e fácil acesso para ilha virgem vizinha. Ótima comida e excelente custo-benefício, entretanto sem muito entretenimento para crianças. Ideal para casais e para um período não muito longo. Eu fiquei aqui e recomendo!
Outros atóis (é melhor ir de hidroavião)
  • Conrad Rangali 5* sup (Alif Dhall atol) - Spa fantástico, ótimo serviço e exclusivo restaurante debaixo da água. Recomendado pela Claudia Liechavicius
  • Lily Beach 5* (South Ari atol): simplesmente paradisíaco e exclente infra-estrutura. Ótimo para casal. Recomendado pela Denise Linhati.
  • Filithelyo 4* sup (Faafu atol): Faafu é um dos atóis mais belos da Maldivas (se é que existe algum que não seja...) Coral lindo. 
  • Holiday Island 4* (South Ari atol): bem econômico, estilo Robson Crusoé. Recomendado pela Rachel Verano.


As acomodações dos hotéis geralmente são classificadas em bangalow (no meio da ilha), beach bangalow (de frente para a praia), water bangalow (palafita sob a água) e honeymoon suíte (máster suíte com maior privacidade, tamanho e requinte). Claro que quanto mais se eleva o nível de acomodação, mais caro vai ficar. Em geral o beach bangalow é de 30 a 50% mais caro que o bangalô simples. E o bangalô sobre as águas, a famosa palafita, é o dobro.

O tipo de pensão inclusa na diária é importante. Note que as refeições não inclusas são caras, já que não há outra opção (lembre-se que cada hotel/ resort está em uma ilha exclusiva). Para pensão completa (full board) em geral são servidos buffet no estilo de navios, com mesas reservadas e horários específicos. A comida é boa e variada. No sistema all inclusive está incluído também as bebidas, tanto soft drinks (refri/ água/ suco) como alcoólicos. De todas as sondagens que fiz até hoje, a melhor opção é o full board (ou o all inclusive para quem toma todas!).


Uma última dica. Embora a Maldivas tenha temperatura agradável durante todo o ano, em julho o tempo está mais quente e há possibilidade de chuva, o que acaba tornando-a baixa temporada (além da demanda reduzida pelos europeus e asiáticos que preferem aproveitar a melhor temporada de seus continentes em casa). Assim, julho é época de promoções e uma semana nas Maldivas pode sair por módicos 300 Euros por pessoa!
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Já consegue enxergar o paraíso mais ao seu alcance? Salve os links abaixo no seu favoritos e navegue por lá freqüentemente. Uma hora ou outra você vai encontrar o pacote que encaixa no seu bolso e vai conseguir realizar este sonho!

Maldivas: o paraíso existe!

39 comments

Que atire a primeira pedra quem nunca se imaginou em uma ilha deserta, cercada de águas cristalinas de um tom azul-esverdeado estonteante, cheia de peixes multicoloridos, coqueiros tropicais e areia branca fininha.... Este lugar que fica no imaginário das pessoas e estampa 90% das propagandas de agências de turismo, chama-se Maldivas e é o verdadeiro paraíso aqui na Terra!


A Maldivas é um arquipélago formado por mais de mil ilhas, divididas em 26 atóis, na costa sul da Índia, no mar das Laquedivas. Além do cenário encantador, o país possui uma rica fauna subaquática, onde é possível nadar ao lado de arraias, tubarões, tartarugas, golfinhos e os mais variados peixes. Para se deliciar com o aquário natural, não é preciso mergulhar com cilindro. Com snorkel ou mesmo da varanda dos bangalôs já é possível observar a vida marinha.


A temperatura média de 28 graus, céu claro e águas quentes são um atrativo a mais para os turistas, que abarrotam o arquipélago durante o ano inteiro, nos mais exclusivos e sofisticados hotéis. Inclusive, são tantas opções que acaba sendo estressante decidir-se em qual resort ficar, veja este post com dicas de hotéis nas maldivas.
Além dos títulos relacionados à sua beleza natural, também possui outros curiosos, como o menor país da Ásia, tanto em população quanto em território, e o país mais baixo do mundo, com uma altitude média de 1.5 metros acima do nível do mar (o ponto mais alto do país está a apenas 2.3 metros de altura!). À propósito, esta pequena variação no relevo reserva um futuro problemático ao país. Com o aquecimento global, o oceano engole lentamente as ilhas e acredita-se que desaparecerá do mapa num par de séculos. Corra!


Na minha opinião a paisagem em si das Maldivas já é motivo suficiente para desfrutá-la. Basta uma boa companhia e um bom livro e pronto: está montado o cenário perfeito para as férias. Entretanto, para quem busca uma gama de atividades de entretenimento, como quem viaja com crianças, é possível praticar diversos esportes - náuticos ou não - dependendo da estrutura do resort escolhido. Os hotéis também oferecem opções de passeio, como passeio de barco no pôr-do-sol; safári de golfinhos; passeio à alguma ilha deserta; city tour na capital Male. Há ainda spas completos, que oferecem os mais exóticos tratamentos para quem busca o bem-estar.


Vindo do Brasil, dá para chegar às Maldivas via Londres pela BA ou via Dubai pela Emirates. Uma ótima dica é a cia aérea Sri Lankan, que tem vôos para lá desde a Europa, Oriente Médio, Ásia e Oceania e de quebra ainda te permite conhecer o exótico Sri Lanka, o antigo Ceilão à partir de USD 450! A maioria das nacionalidades, incusive brasileira,  retira o visto na chegada ao aeroporto, sob o pagamento de uma pequena taxa. Lembrando que o país é muçulmano e tem sérias restrições. Não é permitido entrar com álcool, caso tenha feito alguma compra no free shopping, é preciso deixar numa espécie de guarda-volumes no aeroporto de Male. Entretanto, o álcool é vendido livremente nos hotéis e resorts, obviamente que bem mais caro que no mundo ocidental. Don't worry, be happy!


Existem também algumas empresas marítimas que oferecem não só escala nas Maldivas (Costa Cruzeiros), como também um roteiro sob medida (Silverseas). Outra modalidade de navegar pelas Maldivas é o chamado Island Hopping, onde um barco de menor porte com um número reduzido de pessoas passeia em um roteiro mais flexível rodopiando entre atóis. Além dos lugares clássicos, visita também ilhas inabitadas e praias desertas, aqueles cenários para lá de especiais! Só lembre de preparar o bolso...

Qual destino você encara de novo?

10 comments

Sempre me perguntam qual lugar eu gostaria de rever na vida. Um questionamento tão pontual para uma resposta tão ampla. É complexo dizer e difícil de se fazer entendido. Obviamente que a maioria dos lugares interessantes valeriam uma 2a visita, entretanto, o mundo é grande e o tempo é curto,  logo, é preciso priorizar o que se deve ser visto. Se não há tempo e nem dinheiro para conhecer as mais de 2 milhões de cidades existentes no mundo, porque alguma deveria ser vista duas vezes?

Este é o ponto da questão. Ver, basta uma. Já o sentir, o vivenciar, o degustar, merecem várias vezes! Ainda que seja a mesma praia, o mesmo restaurante, o mesmo hotel. Quando estão envolvidas motivações muito além do simplesmente "ver", o retorno é sempre bem vindo.

Riga é linda, mas porque eu voltaria a visitá-la? Angkor é surpreendente, mas já está vista. Jerusalém é muito interessante, mas...
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E assim, volto a pergunta inicial. Qual lugar eu retornaria, dentre os 43 países que já estive? (Dá para responder a metade?!) Busco um longo suspiro e penso...  Bem, desconsiderando o Brasil e algum destino que represente uma oportunidade (pelo trabalho ou por alguma promoção imperdível), eu retornaria quantas mais vezes me fosse possível a dois lugares que, pelo seu astral único, sua beleza superior e seu estado de espírito tão envolvente, me proporcionaram as melhores afeições que eu já tive por um lugar em si.

Possivelmente, quem já esteve lá haverá de concordar comigo:



Para quem quiser conhecer (ou rever) as Maldivas e a Grécia, esta semana começa uma série sobre estes lugares mágicos! Acompanhe, no ar na próxima 5a feira! :)


E você, qual destino repetiria?
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