12/07/09
Bayon
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05/07/09
Angkor Thom

Sua monumental construção já se revela nas magníficas entradas, com portões cravados na pedra em meio às muralhas circundadas por lagos. As pontes são ricamente decoradas com guerreiros enfileirados, prontos para defender a cidade. As famosas faces de Jayavarman II já começam a aparecer desde o portão, até atingirem seu ápice na obra-prima Bayon, que está no centro de Angkor Thom e terá seus detalhes mostrados no próximo post.
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28/06/09
Angkor Wat

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20/06/09
Angkor













Sua decadência começou no século XV, quando a cidade se rendeu após intensas invasões tailandesas e vietnamitas. A cidade foi arrasada pelos inimigos, obrigando os sobreviventes a abandoná-la e ir em busca de novas terras, quando então se instalaram em Phnom Penh e a transformaram na nova capital do império.
Passaram-se mais de 500 anos até que alguém voltasse à região de Angkor, quando pesquisadores franceses, ao estilo Indiana Jones, redescobriram a cidade com construções incrivelmente intactas.
Todas as construções que restaram, sejam elas em excelente estado ou em ruínas, tratam-se de templos religiosos, devido ao costume da época de permitir que apenas deuses tivessem casas com materiais não-perecíveis. Até mesmo reis e membros da realeza tinham suas casas feitas de madeira, que nada restaram depois das invasões inimigas e da ação intempérica.
O que se produziu durante o apogeu da cidade não existe em nenhum outro lugar do mundo. As construções são complexas demais para um período em que a tecnologia na região era escassa e os recursos, difíceis. Dentre os títulos recebidos, é tido como o maior complexo religioso existente na face da Terra e também o maior exemplo da arquitetura Khmer.
Por todos estes motivos, na minha opinião, Angkor deveria ser considerado uma das 7 maravilhas do mundo moderno. Sua beleza e importância está anos-luz de alguns eleitos, como nosso Cristo Redentor. Penso que neste concurso o que mais vale é um bom marketing, coisa que o Brasil fez bem e o Camboja certamente não.
O ideal é ficar de 2 a 3 dias na cidade e a melhor forma de conhecer os templos é com carro (USD 35/ dia). No calor e alta umidade da floresta tropical, nada mais aconchegante que receber o frescor do ar condicionado e chegar renovado no próximo templo. De tuk-tuk (USD 15/dia) é quente, come-se muita poeira e além disso, muito lento. O bom desta opção é que no caminho, que também é bem interessante, dá para tirar fotografias melhores do que no carro. Ainda existe aqueles que alugam uma moto, o que parece ótimo e independente, mas arriscado para ficar perdido. E há também aqueles que encaram ir de bicicleta, mas há que ter disposição para pedalar no mínimo 50 km por dia, pois os atrativos são distantes uns dos outros e ainda corre o mesmo risco de quem aluga a moto: ficar perdido!
Seja qual for a opção escolhida, todo turista fica embasbacado com a beleza e magia do lugar. É mesmo incrível!
O que não pode faltar na viagem para Angkor: óculos de sol, chapéu, filtro solar, repelente, máquina fotográfica, água e muuuuita disposição para encarar alguns dos 200 templos existentes, do total de quase 2 mil ruínas catalogadas nas imediações. Os melhores deles, virão à seguir nos próximos posts.
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14/06/09
Siem Reap











Siem Reap é uma cidade gostosa, base para os desbravadores de Angkor que encontram nela boas opções de hospedagem e restaurantes franco-cambojanos. Sim, é isso mesmo! Uma mistura atípica, mas muito interessante, advinda da colonização francesa que mesclou ambas gastronomias e encontrou um resultado bem saboroso!
A cidade é pequena, mas tem o básico para se divertir: A Pub Street, que é uma rua de barzinhos e restaurantes bem gostosos, ponto de encontro de turistas do mundo inteiro. Como o principal programa é caminhar o dia inteiro em Angkor, ninguém tem muito pique para a noite e assim, tudo começa cedo e acaba cedo.
Outro lugar imperdível são os mercados de artesanato, o meu preferido é o Night Market. São lindos artigos com todo o simbolismo Khmer-cambojano feitos à mão. E para ficar ainda melhor: tudo é muito barato (e pode ficar ainda mais se negociar!)!
Para quem precisa se recompor depois de um longo dia de esforço, existem centenas de opções de massagem na cidade, uma febre em toda a península Indochina. É Thai Massage, Foot Massage, Fish Massage (feita com peixes!), Full Massage.... Seja qual for, é uma excelente opção para encerrar o dia.
A moeda do país é o Riel, mas em Siem Reap, todo mundo aceita o dólar americano. Não perca tempo trocando seu dinheiro pela moeda local, apenas troque os dólares por notas menores, principalmente de USD 1, que são as mais utilizadas por lá.
Na cidade, há diversos meios de transportes e tudo é muito baratinho. Uma corrida de Tuk-Tuk na cidade custa 1 dólar por pessoa. O táxi sai um pouco mais caro, mas ainda assim, muito barato. Ainda há diversos lugares que alugam bicicletas, mas fique sabendo que os mosquitos vão te devorar!
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05/06/09
Camboja
O Camboja possui uma história riquíssima, mas não muito conhecida por nós ocidentais. Viveu seu apogeu entre os séculos X e XV, quando foi considerado o maior império do mundo, com uma capital (Angkor) capaz de comportar até 1,5 milhões de habitantes! Era a Nova York dos dias atuais! Nesta época sua área era bem mais vasta, comportando quase toda a península da Indochina.
Depois das seguidas derrotas para os Vietnamitas e Tailandeses, o império perdeu sua força e também, sua grandiosidade. Transferiu sua capital para o sul, onde hoje é Phnom Penh e entrou em um período decadente, mostrando-se um país sem muitos atrativos e sem muita divulgação internacional. Sua identidade foi esmagada pelos inimigos e hoje muito dos seus valores culturais são provenientes da cultura Tai e Vietnamita.
Depois de quase 500 anos, voltou à tona por dois motivos: O primeiro devido ao descobrimento das ruínas do Império Khmer, que por sorte, teve sua capital Angkor intacta em meio à densa floresta tropical. E em segundo lugar, pelo genocídio do ditador Pol Pot, membro do sangrento partido Khmer Vermelhor que dizimou metade da população no fim dos anos 70, alegando purificação da identidade Cambojana. O alvo, além das minorias sociais (muçulmanos, homossexuais...) eram os indivíduos intelectuais, abastados e que tiveram contato com culturas ocidentais. Assim, advogados, médicos, professores, engenheiros e indíviduos com tantas outras profissões foram mortos à sangue-frio, na tentativa do governo resgatar uma identidade simples e ter uma economia baseada apenas na agricultura.
Com isso, a maioria da população atual é formada por pessoas de origem humilde e porque também não dizer, sofridas e honestas. Há um abismo entre a população cambojana e os turistas que lá visitam, principalmente os ocidentais. Os valores e a visão sob diversos aspectos da vida são completamente diferentes e com isso, aprende-se bastante. Quem vai ao Camboja certamente volta diferente, pois é impossível ficar alheio à alegria simples com que estas pessoas conduzem a vida. Muito provavelmente, isso também é favorecido pelo budismo, religião de 95% da população - À propósito, devido ao budismo, milhares de monges vivem no Camboja e é possível vê-los quase que diariamente. Sem dúvida, uma cena interessante para uma bela fotografia!
Em Siem Reap, a segunda maior cidade do país (que na verdade é uma grande fazenda) e a primeira em número de turistas, os cambojanos - juntamente com as ruínas de Angkor - são a principal atração do lugar. São envolventes, muito alegres e adoram conversar. Além disso, pasmem: a maioria fala bem o inglês! A todo instante crianças entre 5 a 10 anos aproximam-se dos turistas para tentar vender algo e mostrar que conhecem sobre o país de cada um. Crianças cambojanas que conhecem mais do Brasil do que muitos brasileiros e falam um inglês com um perfeito sotaque britânico. Imagino que foi em uma destas situações que a atriz Angelina Jolie acabou por adotar o cambojano Maddox como seu filho... Não deve ter dado mesmo para resistir!
Os próximos posts são um mergulho nos mistérios do Camboja. Deliciem-se!
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20/09/08
Inhotim
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Um dos lugares imperdíveis é o magnífico Centro de Arte Contemporânea de Inhotim, um museu-parque há 60 kms da capital Belo Horizonte.
O museu começou através da coleção particular de seu proprietário, Bernardo Paz (para quem acompanha a política brasileira, o dito cujo foi sócio do mítico Marcos Valério, vulgo "valerioduto do mensalão"), que arrematou grandes obras de arte ao longo dos últimos 30 anos em leilões ocorridos pelo mundo afora. São aproximadamente 350 obras de mais de 80 artistas, contendo exposições de Tunga, Cildo Meireles, Adriana Varejão, Doris Salcedo, Andy Warhol, Doug Aitken, Matthew Barney, Victor Grippo, Chris Burden e Pipilotti Rist.
O lugar é formado por ambientes extremamente convidativos, com áreas aprazíveis para descanso ou simples contemplação da natureza em meio a um design sofisticado e moderno. Gazebos, espreguiçadeiras, namoradeiras e relvas verdinhas sugerem uma análise mais profunda das obras de uma maneira bem confortável (e viva Domenico de Masi com sua teoria do ócio criativo!).
A infra-estrutura do lugar é excelente! Um restaurante charmoso e sofisticado, com cardápio internacional (e preço também "internacional"), cafeterias e lanchonetes espalhadas pelo parque, tudo com muito design e bom gosto! Outros detalhes não menos importantes, como os banheiros, são um capítulo à parte: mais parecem ambientes decorados por renomados profissionais ao estilo CASA COR. A recepção e a lojinha são ótimos e os profissionais são muito bem treinados e cordiais, além de atenderem em 4 diferentes idiomas. Há ainda um estacionamento com a "metodologia Disney", onde não se escolhe a vaga aleatoriamente e sim, pela ordem de chegada, facilitando a vida de todo mundo. (Isso é comum aí na sua cidade?? Aqui em Minas Gerais não, por isso o enfoque! :)
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04/09/08
República Tcheca: para fechar com chave de ouro
Para deixar saudades em quem já foi ou para aumentar a vontade de quem ainda não teve a oportunidade de ir:
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17/08/08
Karlovy Vary - para quem quer ser rei
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Karlovy Vary é uma das mais famosas cidades termais de toda Europa. Sediada na República Tcheca em meio a Boêmia ocidental, às margens do rio Tepla e há 140 kms de Praga, recebe turistas do mundo inteiro, notadamente os russos, que procuram ali o alívio e a cura proporcionados pelas águas medicinais.A região da Boêmia, que se estende desde a fronteira com a Baviera e a Saxônia, é essencialmente uma zona de termas. A concentração de nascentes de águas minerais que aqui existem é ímpar no mundo e são excepcionais pela variedade da sua composição química e consequente escala de efeitos fisiológicos e terapêuticos que possuem.
As águas termais afloram à superfície por 12 mananciais desde profundidades de 2.000 a 2.500 metros, e a temperaturas entre 41 graus e 72 graus centígrados. O maior e mais quente deles é o manancial Sprudel, com um volume de dois metros cúbicos por minuto e a uma temperatura na superfície de 72 graus. Há ainda a fonte Vridlo, um gêiser que lança jatos d’água à 17 metros de altura. As águas têm efeitos curativos sobre o sistema nervoso, circulação sangüínea e nas glândulas de secreção interna e muitas celebridades, como o czar russo Pedro o Grande ou famosos nomes como o poeta Johann Wolfgang von Goethe comprovaram os efeitos curativos das fontes locais.
Karlovy Vary, que em tcheco significa “Fervedor de Carlos”, foi fundada em 1350, a mando do Rei Carlos IV e está inserida numa romântica paisagem montanhosa, onde numerosos caminhos florestais percorrem as encostas arborizadas.
Além das águas termais, Karlovy Vary é também conhecida pela fina porcelana e pelo cristal Moser, um dos mais famosos e tradicionais do mundo, também chamado de “Cristal dos Reis”. Outro produto célebre da cidade é o licor Becherovka, considerado o "décimo terceiro manancial de Karlovy Vary” e elaborado a base de ervas pelo farmacêutico Josef Becher em 1807, que desde então é consumido em todo o mundo.
A arquitetura da cidade é uma beleza à parte. Encravada nas encostas que rodeiam o vale, estão as magníficas construções do século XIX, que mesclam art nouveau e art decò numa mistura única que representa a identidade visual do lugar.
A comunidade russa tem uma representatividade enorme na cidade, tanto que todas as placas também estão escritas em russo e há vôos diários entre Karlovy Vary e Moscou. Além disso, existe ali um belo exemplar da igreja ortodoxa russa, com suas cúpulas douradas sobressaindo na paisagem. Trata-se da Igreja de São Pedro e São Paulo, construída no século XIX.
A cidade possui eventos de grande porte, como é o caso do Festival Internacional de Cinema (Mattoni), que ocorre desde 1949 sem qualquer interrupção e também os festivais de Dvorak e de Jazz, eventos estes que combinam perfeitamente com a magia da cidade.
A cidade, que por todo o exposto acima, já é imperdível, torna-se ainda mais convidativa no que tange à infra-estrutura turística. A oferta de hotéis é enorme e cada um possui seu charme especial. No topo da lista estão os tradicionalíssimos Pupp, Carlsbad Plaza e Savoy Westend, verdadeiros palácios recheados de sofisticação e requinte... um luxo para poucos (dos quais infelizmente não estou incluída!! rs).
O passeio à Karlovy Vary pode ser feito em um dia, mas é corrido. Se for possível, passe uma noite na cidade e desfrute ainda mais deste incrível lugar. Se for ainda “mais” possível, esbalde-se em um dos charmosos hotéis mencionados acima e sinta-se como um verdadeiro monarca tcheco! Mas lembre-se que nos dias de hoje, os “monarcas” pagam a conta ao final... boa sorte! :)
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Fê Costta
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01/08/08
Kutna Hora - uma misteriosa e intrigante cidade tcheca
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Kutna Hora é famosa por abrigar o maior ossuário da Europa, mas bem antes disso, em meados do século XIII, ficou conhecida pela vasta mineração de prata, o que a fez competir econômica, cultural e politicamente com Praga. Foi responsável por produzir 1/3 de toda a prata européia e abrigou a maior sede da “Prague Groshen”, um dos estabelecimentos monetários de maior expressividade da Europa. A antiga Casa da Moeda e o Museu de Mineração retratam bem o esplendor que a cidade vivenciou durante a exploração deste metal.
Um dos pontos altos do passeio à Kutna Hora é o ossuário da Capela de Todos os Santos, no bairro de Sedlec, onde foram utilizados mais de 40 mil ossos humanos na decoração interna da capela. Construída em estilo barroco em fins do século XIV, foi decorada com ossos um século mais tarde, por um monge parcialmente cego que projetou o altar, castiçais, candelabros, lustres, brasões e elementos decorativos diversos, criando um aspecto pitoresco no interior da capela.
Outra visita imperdível é à Catedral de Santa Bárbara, que começou a ser construída em 1388 por Peter Parlers e só foi finalizada mais de 500 anos depois, em 1905. Este meio milênio de construção lhe conferiu um estilo gótico único, iniciado durante os tempos áureos da mineração e finalizado quando a cidade já não tinha mais a expressividade de outrora. Com a chegada dos jesuítas em meados do século XVII, o interior da catedral foi remodelado ao estilo barroco, mas ainda assim, a maior parte de seu gótico fora mantido.
A riqueza de detalhes da Catedral impressiona: são vitrais gigantescos, um órgão de mais de 25 metros de altura e um altar ricamente decorado. Curioso é que no teto, não existe qualquer afresco que remete à Deus e aos diversos santos, como acontece nas igrejas católicas. Os afrescos ali são brasões da realeza, salpicados em meio às nervuras das abóbadas, que demonstra a força da nobreza no território tcheco.
Ao lado da catedral, está a “Ponte Carlos” de Kutna Hora, que foi construída em alusão à de Praga. Bem mais modesta que a original, mas não menos bonita, ela nos conduz ao centro histórico da cidade, com suas belas ruas medievais. Em meio à elas ainda está a fonte de água mais antiga da cidade, com sua imponente construção gótica do século XIII.
Para completar o dia, nada como degustar a legítima gastronomia tcheca em um dos restaurantes da praça central, acompanhada, claro, da tradicional cerveja, sempre servida em taças individuais de 700 ml! Haja sede!
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Fê Costta
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