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Finlândia - Helsinki

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Helsinki (ou Helsinque) é uma cidade diferente. Não carrega o glamour das tradicionais cidades européias, estampado em construções suntuosas de arquitetura medieval. Apesar das disputas pelo seu território, nunca fora tratada de fato como uma capital até o século XX, o que a difere completamente das vizinhas Tallinn, São Petersburgo e Estocolmo, veja o porque:



No século XVI, quando a Finlândia era ainda uma província da Suécia, os países escandinavos disputavam com o leste europeu o controle da rota comercial que entremeava a região do Báltico e a Rússia. Na tentativa de criar um ponto concorrente à estoniana Tallinn - uma das cidades pertencentes à Liga Hanseática (bloco comercial e econômico formado por países do leste europeu do qual estavam excluídos os países escandinavos) -  foi fundada a cidade de Helsinki, na época chamada de Helsingfors.

Com a soberania econômica da Liga Hanseática, Helsinki não consegiu deixar de ser uma cidade pequena e sem muita expressividade, tornando-se cada vez mais pobre e atingindo sua decadência máxima em 1710, quando a peste negra matou grande parte da sua população.

Tempos depois, quando a Finlândia passou a ser província da Rússia, o Czar Pedro O Grande transferiu a capital para a cidade de Turku, numa tentativa de extinguir a influência Sueca sobre Helsinki. A Finlândia só foi conquistar sua independência em 1917, após a revolução russa que acabou com a monarquia e assim, Helsinki renascia das trevas para ser a capital de um novo país.





Depois de tantas idas e vindas, Helsinki é hoje uma cidade cosmopolita, que abriga um povo peculiar e bastante heterogêneo, descendente de mais de 130 nacionalidades! À propósito, esta foi a minha maior surpresa, uma vez que imaginava que ali imperava a pura raça ariana, de pele extremamente clara, cabelo loiro-branco e olhos bem azuis. Pelo contrário, Helsinki é um mix de raças, explícito a todo o momento pelas ruas e isso a deixa com um astral bem diferente da vizinhança.





Helsinki é uma cidade bastante cultural e oferece uma vasta gama de opções de museus e galerias. Para um passeio de um dia pela cidade, em geral vindo de barco a partir de Tallinn – sugiro começar pela bela Catedral Ortodoxa Uspenski, construída em 1862.





Depois, vá caminhando até a Praça do Senado e visite a Catedral de Helsinki, em estilo neo-clássico e datada de 1830. A catedral é o cartão-postal de Helsinki e a cada ano recebe 350 mil visitantes. Tente assistir a uma missa ou ao menos, um ensaio do coral.





Ali pertinho está a praça do mercado, com bancas diversas de peixes, frutas, comidas típicas e souvenirs finlandeses. Não deixe de experimentar as framboesas, simplesmente maravilhosas!






A pitoresca igreja Temppeliaukio é subterrânea e escavada na rocha, construída na década de 60:




Encerre a visita por um dos agradáveis parques da capital, incluindo aquele que abriga as instalações das Olimpíadas de 1952. Outra sugestão é encerrar com um programa diferente (e bem finlandês): ir até uma das centenas de saunas espalhadas pela cidade e esquecer do frio que faz ali.
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A Finlândia ainda oferece a região da Lapônia, famosa por ser a terra do Papai Noel e também pela belíssima aurora boreal, fenômeno natural que enche a atmosfera de luzes à noite, durante a movimentação de correntes de ar.

Pronto, você já tem motivos de sobra para ir e eu para voltar...

Veja as dicas de viagem e turismo na região do Báltico além de Helsinque:

E ainda, concilie sua viagem com a Rússia:

Estônia - Tallinn

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No ano de 1050 foi fundado um forte para proteger um pequeno aglomerado social que no futuro viria a ser Tallin, a capital da Estônia. A localização era estratégica, em meio à rota comercial que unia Rússia e Escandinávia, o que fomentou seu desenvolvimento até ser suficientemente importante para pertencer à Liga Hanseática, um poderoso grupo mercantil e militar formado pelos países do norte europeu e liderado pela Alemanha.

Em plena época medieval, a cidade era composta por vikings, escandinavos e bálticos e com a constante ameaça de outros povos, Tallin ergueu muralhas para garantir sua prosperidade. Mesmo após anos de guerras e desentendimentos com a vizinhança, elas se encontram preservadas, completando o belo conjunto arquitetônico do centro velho de Tallin:





Uma poça de água que reflete o passado...


A cidade antiga é formada pela parte alta, chamada Toompea e a parte baixa chamada All-Linn. Um dos lugares mais interessantes para se começar a visita é a Catedral St Olaf’s, construída no século XII. Com seus 159 metros de altura era a construção mais alta do mundo até 1625, quando um incêndio derrubou parte do seu projeto. Hoje, após inúmeras reconstruções, possui 124 metros e oferece uma belíssima vista da cidade, à propósito, uma justa recompensa após a dolorosa subida até o topo.



Tallin é formada também por outras igrejas não menos interessantes. A catedral Alexander Nievsky é um projeto clássico da igreja ortodoxa russa, com suas românticas cúpulas de cebola. Apesar de bonita, a catedral desagrada a muitos estonianos, que a consideram como um símbolo da opressão russa, da qual se libertaram há menos de duas décadas.









Rodopiar pelo centro antigo exige bom senso de direção. É fácil perder-se pelas ruelas, mas sem dúvida, não deixa de ser um programa interessante. Na dúvida, olhe para o alto e procure a altíssima torre da St Olaf’s, ela será sua bússola.













Quando achar que o centro histórico acabou, circule toda a muralha e verá que ele não é pequeno. Só assim para ter certeza que desbravou tudo ali, como um legítimo viking. Depois vá até o agradável bairro de Kadriog, que compreende as mais abastadas casas da cidade, inclusive a do presidente do país e diversas embaixadas. Além do ambiente sofisticado e dos parques e praças, Kadriog é famoso por abrigar também o Palácio que leva o mesmo nome, pertencente ao czar russo Pedro O Grande.










Depois de dois dias intensos em Tallin, sugiro pegar um barquinho até à vizinha Helskini, há apenas 80 kms dali. Na alta temporada os barcos são diários e há também outras partidas para Stocolmo na Suécia, ou São Petersburgo na Rússia. Para quem planeja uma viajem para o ano que vem, aproveite que Tallin foi eleita a capital européia de 2011 e os eventos serão intensos durante o verão.

Para hospedagem, sugiro o hotel 3* Reval Central, que está há 15 minutos à pé do centro antigo, do bairro Kadriog e do porto de onde saem os barcos para os países vizinhos. Quartos sem muito luxo, mas espaçosos, café da manhã ótimo e um lobby com design super bacana.




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