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Jerash e as ruínas greco-romanas

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 Jerash é o segundo destino mais procurado da Jordânia e está no norte do país, distante 50 km da capital Amã. Uma relíquia dos tempos antigos que merece ser visitada!
Jerash foi uma das 10 cidades romanas que pertenciam à Liga Decapolis - uma série de aglomerações urbanas da província romana da Síria. Jerash, na época conhecida como Gerasa, era controlada pela Grécia e foi conquistada pelos romanos no ano 63 a.C, quando seu comércio floreou, atingindo seu apogeu econômico. Os imperadores Trajano e Adriano foram os principais responsáveis por erguer as mais belas  construções da cidade e hoje suas ruínas Greco-romanas representam um dos exemplares melhor preservados do mundo.

 Embora no século VII tenham sofrido um rápido declínio em razão da invasão dos Persas, Jerash continuou seu desenvolvimento durante o período Omíada – já na mão dos árabes. Durante as cruzadas, transformou-se em um poderoso forte e posteriormente foi praticamente destruída por terremotos. Ao longo dos anos foi perdendo seu status, até ficar encoberta pelas areias dos desertos vizinhos.

 No século XX foi redescoberta culturalmente e vem passando por restaurações nos últimos 70 anos, revelando o magnífico exemplar do urbanismo romano provinciano, com a cidade disposta ao longo da Cardo Máximo (avenida principal) e sua coleção de colunas em estilo jônico, templos no alto da colina, anfiteatros, fórum, além de áreas públicas como praças, banhos, fontes completam a beleza da cidade, circundada por muralhas, torres e portões. Há ainda o hipódromo, onde são apresentadas diariamente as corridas de cavalo como eram antigamente.
Jerash pode ser conhecida num passeio bate-e-volta desde Amã ou do Mar Morto. Basta combinar com um taxista, dentre eles sugiro o amistoso Sabbah (info@taxi-services.org  00962 79 5532753), o qual sempre nos recebe quando vamos à Jordânia. O passeio custa em torno de 90 JD/ carro e a entrada para o parque não é mais que 10 JD/ pax.
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Ajloun e o castelo das Cruzadas

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O castelo de Ajloun foi construído por Saladin no século XII, com o intuito de defender o país contra os ataques dos cruzados. Fazia parte de uma coleção de castelos estrategicamente espalhados pelo Oriente Médio, que por intermédio de fumaça comunicavam entre si e avisavam do perigo.  

Ajloun se encontrava no alto de uma colina, na fronteira com diversos países e em dias claros, era possível observar os territórios do Líbano, Síria, Jordânia, Palestina e Israel. A olho nu enxerga-se a cordilheira do Líbano com seus picos nevados e o Mar da Galiléia, hoje no estado de Israel.


O castelo original possuía quatro torres nas extremidades. Posteriormente, foram incorporados feixes para atirar flechas pelo muro, além de um fosso de 15 metros de profundidade que circundava a construção. Ajloun sofreu diversos danos ao longo da história, sobretudo em 1260 quando foi atacado pelos mongóis e mais recentemente devido a terremotos. Entretanto o governo da Jordânia vem patrocinando um programa de restauração e hoje é possível encontrá-lo em ótimo estado.

O castelo de Ajloun está na cidade de mesmo nome, no noroeste da Jordânia, há aproximadamente 1 hora de carro desde Amã. Vale à pena fazer uma visita ao local, sobretudo para aqueles que irão até Jerash, que fica a 40 minutos de Ajloun. Para quem estiver fazendo a travessia da Síria para a Jordânia, vindo de Bosra, também dá para passar no local. A Jordânia também possui outros castelos, não bem cuidados como este, à caminho da Arábia Saudita, são os chamados “Desert Castles”.


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O rio Jordão e o batismo de Jesus Cristo

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Este é considerado o lugar oficial do batismo de Jesus Cristo por João Batista, segundo as descrições encontradas na bíblia. Foi reconhecido por diversas vertentes da igreja católica e autenticado pelos Papas João Paulo II e Bento XVI.


Segundo o Evangelho (Mt 3,13-17):Então, Jesus veio da Galileia para o rio Jordão, até junto de João, para ser batizado por ele. Mas João queria impedi-lo, dizendo: «Eu é que preciso ser batizado por ti, e tu vens a mim?». Jesus, porém, respondeu-lhe: «Por ora, deixa, é assim que devemos cumprir toda a justiça!».E João deixou. Depois de ser batizado, Jesus saiu logo da água, e o céu se abriu. E ele viu o Espírito de Deus descer, como uma pomba, e vir sobre ele. E do céu veio uma voz que dizia: «Este é o meu Filho amado; nele está meu pleno agrado»”.


Devido ao ocorrido, é considerado um dos 3 lugares mais sagrados para os cristãos no mundo, juntamente com a Igreja da Natividade em Belém - onde Jesus nasceu; e a Igreja do Santo Sepúlcro em Jerusalém - onde Jesus foi crucificado. Além do batismo, foi também cenário de outros eventos importantes, como o local onde os judeus atravessaram o rio Jordão com destino à Terra Prometida.


O local é hoje protegido como Parque Nacional da Jordânia, mantido por um comitê independente presidido pelo rei jordaniano Abdullah II, que considera sua manutenção uma honra não só para as futuras gerações do país mas também para peregrinos católicos do mundo inteiro. O projeto foi criticado há alguns anos por exportar a água sagrada do Rio Jordão para os EUA, chegou a cessar o comércio, mas retomou-o recentemente.



O lugar do Batismo fica na fronteira entre Jordânia e Israel, há 40 kms de Amã. Para se chegar lá é preciso ir de táxi (ou carro alugado) até a entrada do parque e de lá seguir de mini van até o local exato do Batismo. Alguns podem ficar decepcionados, visto que a aparência é muito mais de um córrego do que de um rio caudaloso, afinal ele teve seu curso original desviado por Israel há algumas décadas. O que se vê hoje são águas represadas com algumas construções em seu entorno. Para quem estiver em Israel, é possível vivenciar o ritual do Batismo, ainda que não no lugar onde originalmente ocorreu, próximo ao Mar da Galiléia, no norte do país.


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Madaba e o mosaico da Terra Santa

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A aproximadamente 30 km ao sul de Amã está Madaba. Pouco se conhece à respeito da história da cidade, apenas que era território pertencente ao reino da Judéia e que já havia sido governada pelos hebreus, nebateus, romanos e por uma tribo beduína chamada Moab, com assentamentos há mais de 3 mil anos atrás.



Em fins do século XIX, durante o período otomano, foi permitido a um grupo de 2 mil católicos que voltasse a viver na região e pudesse recontruir as igrejas bizantinas que haviam sido destruídas ali. Foi durante uma destas reconstruções que foi redescoberto o famoso mosaico de Madaba, datado do ano 570.


O mosaico ilustra a antiga Palestina e a Terra Santa , com suas cidades, vilas, rios, mares, colinas e outras características notáveis. Jerusalém foi retratada de uma maneira fascinante, com a catedral do Santo Sepulcro, os portões de Damasco e Jaffa e ainda com a extinta Cardo Maximus - a tradicional avenida romana que cortava-na longitudinalmente.  O Mosaico possuia originalmente 190m2 e era formado por mais de 2 milhões de peças coloridas, entretanto apenas metade sobreviveu após inúmeros confrontos ao longo dos séculos. O mosaico estende-se pelo chão da Igreja ortodoxa de São Jorge e é possível encontrar mosaicos pela cidade inteira, inclusive, levar para casa o artesanato local mais famoso.  



Basta 2 horas para visitar Madaba e conhecer seus principais atrativos. Quem for chegar na Jordânia à noite, pode hospedar-se em Madaba (que é mais próximo que Amã) e já logo cedo desbravar a cidade, deixando o restante do dia para conhecer o Monte Nebo, o local do Batismo de Jesus (próximo post) e o Mar Morto. Os hotéis em Madaba são em geral simples, recomendo o Madaba Inn, um 3 estrelas em frente à Igreja de São Jorge.

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Paisagens Bíblicas: Monte Nebo

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Segundo a Bíblia, foi do Monte Nebo que Moisés avistou a Terra Prometida antes de morrer. Foi dali que Deus indicou o pedaço de terra destinado aos descendentes de Abrão, Isac e Jacó, logo após as colinas de Jericó, na Palestina.



No século IV foi construída uma igreja no local, que virou centro de peregrinação do cristianismo, mas ao longo dos anos, apenas restaram os mosaicos bizantinos que decoravam o chão da capela.



O Monte Nebo possui 1000 metros de altitude e está na Jordânia, a 10 kms de Madaba e a 60 da capital Amã. Em dias claros, é possível avistar Jerusalém, Belém, Ramallah, dentre outras localidades.  

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