Às sete da manhã o trem deixa a estação de Riga, na Letônia. O outono mal começou no norte da Europa e uma fina camada de gelo já se forma sobre os trilhos. No caminho, as paisagens se alternam entre vilarejos e florestas até que uma hora depois se avista a cidade de Sigulda, considerada a "Suíça" do Báltico.
A bucólica Sigulda tem 15 mil habitantes e talvez 1 milhão de Pinhos de Riga. É a maior concentração desta espécie, que por ser valorizadíssima no meio decorativo, transformou a região em área protegida sob o título de parque nacional. Tanta árvore concentrada e ainda, em meio a rios, lagos, castelos, ruínas, igrejas medievais só poderia criar um cenário perfeito para trekking. E é isso que Sigulda oferece: trekking em meio à paisagens fantásticas!
O passeio começa pela avenida principal, que desemboca na estação. Ao longo da caminhada, o aspecto urbano – ainda que singelo – vai dando lugar a um cenário mais natural.
O passeio começa pela avenida principal, que desemboca na estação. Ao longo da caminhada, o aspecto urbano – ainda que singelo – vai dando lugar a um cenário mais natural.
Mais adiante chega-se no bondinho que leva à Krimulda. A vista aérea do vale revela o que estar por vir. Paisagens ainda mais deslumbrantes e muita natureza. Saindo do bondinho, siga as placas e não esqueça o mapa da região. O ponto de partida são as ruínas do antigo castelo de Krimulda.
Dali até Turaida é uma caminhada agradável de 1 hora – talvez puxada para quem não está acostumado. Turaida significa “Jardim dos Deuses” e teve seu castelo erguido em 1214 para controlar a região pelos bispos de Riga. A construção em tijolos vermelhos possui uma torre de 42 metros de altura, que oferece uma bela vista do Vale de Gauja.
Deixando o castelo para trás, siga o curso natural das ruas até ser levado de volta à Sigulda. No caminho, a ponte sob o rio revela a curiosa tradição local dos casais apaixonados: eternizar o amor em cadeados trancado às grades da ponte.
Para finalizar, delicie-se com as guloseimas letãs no café em frente à estação. Depois de um dia de muitas caminhadas, nada como encerrar com um belo café mocha acompanhado dos quitutes locais.
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