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Nepal - dicas práticas

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Quando ir
A melhor época para visitar o Nepal é de Outubro a Maio, quando o tempo está mais agradável, embora um pouco friozinho no inverno. É preciso evitar junho a setembro, quando acontece o período das monções e boa parte da programação pode ficar comprometida.

Quanto tempo ficar
Isso é relativo, pois depende da motivação da viagem. Se é uma viagem cultural, 5 dias são suficientes. Se prentende escalar o Everest ou coisas do tipo, é preciso um longo treinamento e sem dúvida demandará mais tempo. Se você quiser ver o Everest, mas sem ter o "trabalho" de escalá-lo, você pode fazer um passeio de bimotor ou helicóptero desde Katmandu, que fica 2 horas sobrevoando os Himalaias e custa USD 250/ pax. Veja aqui outras opções de passeio na região.


Onde ficar
Katmandu e Pokhara, as cidades mais pernoitadas do país tem inúmeras opções de hospedagem, sobretudo a primeira, que vai desde centenas de albergues até hotéis "ditos" 5 estrelas. Eu deveria ter ficado no Shanker, um antigo e belo palácio de Katmandu, mas devido ao overbooking, fui reacomodada no Hotel Grand, um 4 estrelas meia-boca e bem menos cotado que a primeira opção segundo o Trip Advisor. Como as diárias são baratas no Nepal e a infra-estrutura não tão boa, aproveite para ficar num hotel melhor, no mínimo 4 estrelas (e ainda assim vai ser mais barato que um 2 estrelas na Europa).



Como se locomover
Táxi, tuk tuk, riquixá, à pé. No Nepal vale tudo! No meu caso, como éramos mais pessoas, fechamos uma van com motorista, que nos levou para conhecer todas as cidades do vale de Katmandu. A agência que utilizamos foi a Indian Holiday, seviço bom e preço justo.


Nagarkot & Dhulikhel

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Nagarkot é um dos lugares mais aprazíveis do Nepal e oferece a mais bela vista dos Himalaias nas redondezas da capital. Cercado de arrozais, o ar é puro, a água abundante e nada faz lembrar o caos do vale de Katmandu. Há 1550 metros de altitude, é vizinha à Dhulikhel, a cidade fronteiriça ao Tibet.


Em meio à lindas paisagens, ambas cidades possuem interessantes opções de hikking e trekking. É ponto de parada para os turistas que cruzam a rota Tibet-Nepal. Para quem se interessar pelo roteiro, o porto seguro é o Club Himalaya, um hotel charmoso no alto das montanhas, que oferece uma estonteante imagem da cordilheira. Ali pode-se avistar picos de até 7400 metros de altura, como o Ganesh.

O melhor horário para avistar os Himalaias é ao amanhecer, quando a probabilidade do céu estar limpo é bem maior que ao longo do dia. Mas é preciso ser rápido, logo logo as nuvens encobrem o espetacular cenário, ainda que parcialmente. Aí, o que resta é brincar na gangorra tradicionalíssima do Nepal:


Para finalizar o passeio pelas duas cidades, é interessante comparar como a mudança do hinduísmo para o budismo reflete na paisagem. Com a proximidade do Tibet, as estátuas de Shiva vão dando lugar às de Buda. E as cidades, deixam o caos para trás e adquirem uma tranquilidade incrível...

o caos das cidades hindus cansa. E muito...

... ainda bem! Namastê!

Pashupatinath - a Varanasi do Nepal

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Apesar de estar localizada no Nepal, é impossível  negar a semelhança de Pashupatinath com a cidade sagrada indiana de Varanasi. Embora uma seja cidade e a outra um templo, à propósito, um dos maiores  do mundo hindu, ambas são cenário da cremação de corpos nos ghats. Os ghats são escadarias às margens do rio, onde os fiéis se banham e fazem seus rituais de adoração. Ser cremado ali significa alcançar o Nirvana, o objetivo da vida (e da morte) do hindu.


Enquanto uns rezam, outros lavam roupa...

Pashupatinath é o mais antigo templo do Nepal e é dedicado ao deus Shiva, uma das maiores entidades do hinduísmo. Conta a lenda que Shiva, cansado do seu reino e a à procura de algum lugar mais interessante, encontrou Pashupatinath e adotou-o como seu , tornando-se por si mesmo o deus-mor daquela região. Quando os deuses Ganesh e Vishnu descobriram seu lugar secreto e perceberam a sua falta de humildade, quebraram o chifre de Shiva e o utlizaram para construir o primeiro lingan do templo. Tal fato foi considerado lenda até que fora avistada uma vaca pastando próximo ao que se julga ser o lingan desaparecido. Assim, o templo foi erguido e desde então, corpos de hindus vêm diariamente de todo o país para ser cremado nos ghats de Pashupatinath.

os caixões só servem para transportar os corpos

O lingan é um dos mais importantes símbolos hindus e representa a Fecundidade. Trata-se de uma escultura inspirada no formato do pênis - calma pessoal! não tem qualquer conotação sexual - e está sempre presente nos locais dedicados à Shiva.

A entrada ao templo é restrita aos hindus, sendo permitido aos turistas avistá-lo apenas do outro lado da margem do rio Bagmati. Os turistas podem até ser proibidos de entrar, mas a objetiva entra de qualquer jeito:

O que ela revela é o que já sabemos sobre os templos hindus: muita sujeira e animais soltos. Aliás, os macacos estão por toda parte. Como se vê, parece que o lugar não agrada só à Shiva. Hanuman, o deus-macaco também é frequentador assíduo...

Bhaktapur - o 3o Reino do Nepal

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Bhaktapur é a 3a cidade real do Nepal, que juntamente com Katmandu e Patan, formavam há séculos atrás os 3 reinos mais importantes da região. Foi a capital do país até o século XV e é a sede do povo newar, uma tribo descendente dos burmeses que migraram para o norte asiático.


Bhaktapur possui o centro histórico melhor preservado do Nepal, com labirintos de casas e prédios construídos em terra-cota, cheio de entalhes e detalhes decorativos. É o maior centro de artesanato do país, com grande enfoque na cerâmica, presente a cada esquina. Também é conhecida como "cidade dos devotos", com 92% da população hindu e 40 templos em formatos de pagodes. Além disso, está sendo construído ali a maior estátua de Shiva do mundo, que alcançará 153 pés de altura.


Bhaktapur é tombada pela Unesco como Patrimônio Histórico-Cultural Mundial e seguindo a tendência das cidades reais do Nepal, também possui uma Durbar Square, a praça principal que sedia o antigo palácio e os templos de maior beleza.


A economia local é baseada no cultivo do arroz, onde grande parte da população se destina ao processo não só no campo, mas em qualquer cantinho da cidade. Um trabalho interessante de se apreciar:


Bhaktapur é vizinha à Katmandu e a travessia entre ambas gasta aproximadamente 1 hora, claro, se o trânsito estiver bom. Em horários de rush, a travessia pode demorar até 3 horas, portanto, programe-se para fugir da confusão. Se as ruas já são caóticas em estado normal, em horários de pico são catastróficas!
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