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Éfeso - O Templo de Artemis: Uma das 7 Maravilhas do Mundo Antigo

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Em tempos passados, a magnitude da cidade de Éfeso era impressionante! Além das belas, interessantes e míticas construções mostradas nos posts anteriores, ali também fora erguido uma das 7 Maravilhas do Mundo Antigo: o Templo de Artêmis, também conhecido como Templo de Diana.
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Era o maior templo de todo mundo antigo, com 55 metros de largura por 115 metros de comprimento. Todo construído em mármore, seu design era uma mescla dos estilos egípcio, assírio e hitita, composto de 127 colunas de 1,2 metros de diâmetro por 20 de altura. Simplesmente monumental! Sua decoração era riquíssima, com diversas obras de arte, dentre elas a da deusa Artêmis em ouro, prata e ébano.
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Sua primeira construção se deu no século VII a.C, durante o período helenístico. Destruído por diversas vezes, fora reconstruído 7 vezes, uma delas por Alexandre O Grande. Com a chegada da Igreja Romana, a mitologia grega foi perdendo seu valor e com isso, o templo foi sendo abandonado. Após intensos terremotos, transformou-se em uma pilha de entulhos e passou a ser saqueado por vendedores de pedras. A ação intempérica e eólica ao longo de todos estes anos, foi responsável por deteriorá-lo de vez e encobrí-lo por completo.
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No século XVIII o arqueólogo inglês J.T.Wood trouxe à tona o templo novamente, encontrando-o apenas em ruínas. Pequenos objetos de grande valor arqueológico foram levados para Londres e hoje estão expostos no British Museum. No museu de Selçuk, cidade à qual Éfeso pertence, estão as imagens originais de Artêmis e no local original do templo, ainda resta uma única coluna de pé, como pode ser visto nas duas últimas fotos.

Éfeso - a casa da Virgem Maria

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Colada à Éfeso está a casa da Virgem Maria, que segundo conta a lenda, teria sido onde Maria foi trazida para viver sob a segurança do apóstolo João, logo após a crucificação de Jesus Cristo. A casa original fora destruída e coube ao imperador bizantino Justinano reconstruí-la no século V, quando então já havia sido transformada em igreja - a primeira do mundo dedicada à Virgem, e quando também já havia sido sede do famoso Concílio Ecumênico no ano de 431. No século XV, durante a ocupação otomana na Turquia, fora parcialmente destruída pelos muçulmanos e por um período acabou perdendo sua notoriedade, mas nunca sua relevância no mundo cristão.
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No século XVIII, após um êxtase espiritual, uma jovem alemã chamada Anna Katharina Emmerick teve uma visão da localização exata da casa, sem nunca ter estado ali. Descreveu de forma precisa o lugar, que fora publicada em um livro, e no século seguinte, uma expedição de sacerdotes encontrou o lugar conforme dito pela jovem.
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No alto da montanha, há 435 metros acima de Éfeso, em meio à floresta e com uma bela vista sobre o mar Egeu, está a casa, circundada de fontes e até de uma piscina. Hoje é um dos mais importantes centros de peregrinação do mundo cristão e diariamente os fiéis cobrem os muros externos com pedidos e agradecimentos destinados à Virgem. Papas de todas as épocas realizaram missas ali, dentre eles, os mais recentes João Paulo II e Bento XVI.

Éfeso - as ruínas

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Milenar, histórica, filosófica, centro artístico e cultural… sim, a bela Éfeso possui muitos atributos e ainda hoje envolve a curiosidade de milhares de turistas que a visitam, seja de qual raça ou religião for.

Éfeso já se constituía centro urbano desde 1.000 a.C, mas foram encontrados resquícios de organizações sociais anteriores, datados de 5.000 a.C. Por ali passaram diversas civilizações: nos tempos Jônicos, era o centro comercial, político e religioso de toda Ásia ocidental. No século V a.C. fora tomada pelos Persas, sob o comando de Ciro, o Grande. Durante o século III a.C Alexandre o Grande a libertou e a incorporou ao Império Romano, quando aflorou como centro artístico e cultural no período helenístico. Por estes e outros motivos, Éfeso tornou-se propícia para a mudança do pensamento ocidental e acabou por desenvolver os primeiros pensamentos da Filosofia.

Éfeso começou a enriquecer-se rapidamente em decorrência do movimentado porto e transformou-se em importante centro político, tornando-se a capital do Império Romano na Ásia, com uma população que já beirava 500 mil. Numerosa para a época, mas bem intelectualizada, sua população sabia admirar as artes e a valorizá-las, o que está refletido em sua arquitetura clássica, com fachadas bem adornadas e esculturas gregas na maior parte dos lugares, sejam públicos ou privados. Nessa época fora construído o até então maior teatro do mundo, com capacidade para 25 mil espectadores (ainda hoje utilizado em ocasiões especiais). Curioso era o banheiro público da cidade (na 18ª foto estão as latrinas), que além da beleza arquitetônica, era onde os homens discutiam política enquanto tranquilamente faziam suas necessidades, um ao lado do outro sem nenhuma privacidade. Para deixar o clima ainda mais convidativo, no centro do banheiro havia uma fonte onde vários músicos ficavam ali tocando harpa para entoar um agradável fundo musical. Havia ainda um moderno sistema hidráulico, onde a água corria livremente em sulcos estratégicos para evitar possíveis odores. Quanta tecnologia!

A obra-prima da cidade é sem dúvida a Biblioteca de Celso, construída no ano 106 da nossa era, originalmente projetado para ser seu mausoléu. Mesmo após inúmeros terremotos, sua monumental fachada permaneceu de pé, reinando no centro da cidade. Como lugar de interesse há também o Odeon, os templos de Adriano e Domiciano e a fonte de Trajano.

A chegada à cidade é triunfal, pela bem conservada avenida larga recoberta de mármore onde enfileiram-se inúmeras colunas. Era ali na via principal que ficava permanentemente acesa uma pira para as pessoas colherem o fogo em suas tochas e ascenderem suas casas. Daí surgiu uma expressão ainda hoje utilizada, sobretudo em cidades menores, quando a visita é rápida e o anfitrião questiona se o convidado veio “só pegar fogo”...

Nesta mesma avenida principal era onde os profetas Paulo e João pregavam o “Caminho”, nome pelo qual a religião católica era conhecida na época e foi ali onde ela mais se difundiu. A igreja que havia em Éfeso no fim do século I foi uma das sete igrejas mencionadas no Apocalipse, ao lado de Esmirna, Pérgamo, Sardes, Tiatira, Filadélfia e Laodicéia. Ainda no campo religioso, Éfeso também é conhecida por ser a cidade da “Catacumba dos Sete Adormecidos”, lugar sagrado para as religiões católica, ortodoxa e muçulmana.

E isso é Éfeso. Esta explosão de culturas, credos e origens, estampadas no presente e no passado. Uma viagem mesmo imperdível!!

Kusadasi

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Kusadasi, juntamente com Bodrum, é uma das mais agitadas cidades litorâneas da Turquia. A cidade é parada de 90% dos navios que rodopiam pelo mar Egeu e com isso, os preços são super inflacionados, desde o básico souvenir até a hospedagem. De tão voltada para o turismo e por ser tão aberta à outras culturas, é difícil sentir a verdadeira identidade turca. Acaba sendo mais um destino lapidado exclusivamente para o turismo, tal qual Cancun, Phuket ou Sharm El Sheik.
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O lado bom da enxurrada de turistas é que a infra-estrutura também é das melhores desta parte do país. Existem por aqui muitos hotéis 5 estrelas e resorts incríveis! Além de grande oferta de transporte público terrestre, há ferrys que ligam Kusadasi à diversas cidades turcas e também à gregas, como a "quase vizinha" Rhodes.

À noite, a música alta rola solta nos diversos barzinhos e boates da cidade. Por um momento se esquece completamente que se está em um país muçulmano... Hã? Quem disse que álcool é proibido?! rsrs Já diziam os turcos "fazemos qualquer negócio!"

Além do seu perfil típico de cidade litorânea do mar Egeu, Kusadasi é a porta de entrada para a magnífica Éfesos, uma das sete principais cidades do extinto Império Romano, à seguir no próximo post. Também pode ser ponto de apoio para outros destinos próximos dali, como Izmir - a cidade dos figos; e Pamukkale - a cidade do castelo de algodão, dois lugares super turísticos. Como se vê, é possível encontrar turistas do mundo inteiro em Kusadasi.
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A marina domina a paisagem e é um convite para ótimas fotos no fim de tarde. A melhor praia, dentre as poucas existentes é Kadinlar Denizi, apesar de sempre lotada. Um passeio legal é ir ao antigo forte da ilha Pigeon e voltar pela "rua das pedras a la búzios", cheia de lojinhas, restaurantes e barzinhos. Mesmo sem a sofisticação da prima carioca e bem menor em tamanho, é garantia de diversão à moda turca. Ignore os fast foods e não deixe de provar as deliciosas "pizzas" (esquecí o nome em turco) da região, com muita azeitona e azeite fresquinho, colhido logo ali.
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