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Mais Mesquitas

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Istambul é a cidade das mesquitas. Aonde quer que se vá, tem sempre uma imperando na paisagem, há sempre uma ecoando o chamado dos muezins, há sempre uma furando o céu com seus pontiagudos minaretes. À propósito, ao lançar a primeira vista através da janelinha do avião, no alvorecer dourado de um céu limpo constrastando com o azul escuro do Mármara, Bósforo e Corno de Ouro, Istambul é algo impressionante, tamanha beleza e tamanha quantidade de mesquitas que se observa dali. Elas são mesmo onipresentes!

Além da suntuosa Mesquita Azul e da ex-igreja-mesquita Hagia Sophia, a cidade ainda possui inúmeras que valem sim uma visita. Nas imediações de Sultanahmed e Sirkeci há três lindíssimas e imperdíveis: Suleymanye (magnífica!), Eminonu e Beyazid.

Trata-se de belas construções otomanas de meados do século XVI que são verdadeiras obras de arte, seja por fora ou por dentro. Ali, bem menos turístico que na Mesquita Azul, pode-se observar o frenético cotidiano da reza dos muçulmanos, começando pela lavação de mãos e pés, até a série de "agacha-levanta" e a reflexão nos longos carpetes avermelhados. Uma cena única e imperdível para uma viagem ao mundo islâmico!

Santa Sofia, Ayasofya, Hagia Sophia

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Santa Sofia para os que ainda não a conhecem, Ayasofya e Hagia Sophia para os que já a visitaram. Só mesmo quando se aproxima da cultura turca é que sabemos ao certo que a Igreja de Santa Sofia não foi dedicada à santa nenhuma. O nome significa "Divina Sabedoria" e foi construída no século VI a mando do Imperador Justiniano, numa época em que o Império Romano tentava reerguer seu poder após constantes invasões bárbaras.

Constantinopla (Bizâncio naquela época) ainda acumulava grandes reservas de ouro devido a exploração comercial do estreito de Bósforo e com isso, Justiniano pode financiar a obra e criar aquela que seria (e foi) a maior igreja do mundo.

Sua ornamentação de 30 milhões de mosaicos dourados formam um conjunto de enorme beleza e contrasta com os mármores escuros que revestem os pilares e o chão. Seu gigantismo interno tem seu ápice na cúpula de 30 metros de diâmetro e, como bem dito pela minha amiga blogueira Dry Everywhere, se alguém naquela época não acreditava num ser superior, bastava entrar na Catedral que a fé viria de imediato. Só mesmo a existência de um Deus para proporcionar ao homem a possibilidade de se erguer tamanha beleza! Se hoje ela surpreende, imagine há 1500 anos atrás!

Seu apelo católico não durou muito e com a invasão otomana no século XV, o sultão Mehmet ordenou que a igreja fosse transformada em mesquita. Os mosaicos cristãos foram pintados e sobrepostos por grandes painés com dizeres do Corão. Minaretes foram construídos e imagens retiradas.

Após a Revolução do século XX, quando Constantinopla virou Istambul, a Hagia Sophia foi sabiamente transformada em museu e deu início a uma grande obra de restauração de seus famosos mosaicos bizantinos. Hoje em dia lá estão eles, lado a lado com os ícones do islamismo. Ambos convivem harmonicamente... uma cena rara de se ver, talvez possível só mesmo em um museu!

Mesquita Azul

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Sempre soberana na paisagem, a Mesquita Azul é sem dúvida alguma o cartão postal da cidade. Erguida durante o domínio otomano, entre os anos 1609 e 1616, seu nome oficial é Mesquita Sultanahmed, em referência ao Sultão Ahmed, idealizador da obra. Seu apelido vem dos belos azulejos Iznik e vitrais de mesma cor que decoram o interior.

Seu estilo clássico otomano foi projetado pelo famoso arquiteto Sinán, que tinha como desafio construir algo mais bonito e imponente que a Hagia Sofia, a catedral católica bizantina transformada em mesquita após a conquista de Constantinopla. Conseguiu destronar a concorrente, ao menos externamente, e fazer um projeto harmonioso, elegante e com muita proporção. Foi uma revolução aos padrões estéticos do Islã. Hoje, ambas preciosidades estão frente-a-frente, separadas apenas pela praça central e permitem ao turista compará-las mais facilmente.

A Mesquita Azul é a única da cidade a possuir 6 minaretes, o que mostra a sua importância não só em Istambul, mas no mundo islâmico de maneira geral (a mais representativa é a Mesquita de Mecca, na Arábia Saudita, onde localiza-se a Kabba). Durante cinco vezes ao dia é possível escutar os muezins chamando os fiéis para a reza, o que ecoa por quase toda Istambul.

A mesquita é aberta diariamente ao público, não há taxa de entrada, mas há algumas normas:


  • Mulheres devem cobrir a cabeça, braços e pernas;


  • É necessário tirar os sapatos;


  • Há uma parte reservada aos muçulmanos, cuidado para não ultrapassá-la enquanto admira o teto...

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